Justiça proíbe sindicato de bloquear acesso à fábrica da BYD em Camaçari

Compartilhe

A Justiça do Trabalho determinou que o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari não bloqueie nem dificulte a circulação de pessoas e veículos nos acessos ao complexo industrial da BYD, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

A decisão estabelece ainda que eventuais reuniões e manifestações realizadas nas proximidades dos portões da fábrica mantenham uma distância mínima de 50 metros.

Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 100 mil.

A medida foi solicitada pela montadora após uma paralisação realizada na última sexta-feira (25), que interrompeu as atividades da fábrica durante 24 horas.

BYD acionou a Justiça após paralisação

Durante a mobilização, a BYD confirmou a interrupção das atividades e informou que mantinha negociações com o sindicato para discutir o reajuste salarial dos trabalhadores.

Segundo a empresa, durante o protesto ocorreram bloqueios envolvendo ônibus fretados que transportam funcionários. A montadora também relatou a entrada de representantes sindicais nos veículos e situações que classificou como constrangimento a empregados.

Os relatos foram apresentados no contexto do pedido de medidas judiciais feito pela empresa.

Negociação salarial se arrasta há semanas

A paralisação ocorre em meio a uma negociação salarial que vem sendo discutida há semanas entre trabalhadores e empresa.

Em agosto, os funcionários da montadora aprovaram estado de greve, após rejeitarem uma proposta apresentada pela BYD.

Nas rodadas mais recentes de negociação, os representantes dos trabalhadores passaram a reivindicar um reajuste superior ao percentual oferecido pela empresa.

A paralisação de 24 horas foi uma das ações realizadas durante o processo de negociação.

Manifestações continuam permitidas

As decisões judiciais estabelecem regras para a realização dos atos e para a circulação nos acessos ao complexo industrial, mas não determinam o fim das manifestações nem encerram as negociações salariais.

Na prática, o sindicato poderá continuar realizando mobilizações, desde que respeite as condições estabelecidas pela Justiça, incluindo a distância mínima dos portões e a garantia de circulação nos acessos à fábrica.

Veja mais

Mais Notícias