A decisão da ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, de deixar o Partido dos Trabalhadores (PT) pegou de surpresa aliados e observadores da política na Bahia. Figura histórica da sigla no estado, Moema construiu sua trajetória política dentro do partido, onde ocupou cargos de destaque ao longo das últimas décadas.
Com passagens como deputada estadual, deputada federal e prefeita por quatro mandatos, sua saída representa uma mudança significativa no tabuleiro político baiano, especialmente em um momento de articulações visando as eleições de 2026.
A movimentação se torna ainda mais simbólica diante da filiação da ex-gestora ao MDB, legenda que tem buscado ampliar sua influência no estado. O ato de filiação, marcado para esta quarta-feira (1º), em Salvador, deve reunir lideranças políticas e reforçar a nova fase da ex-prefeita.
Nos bastidores, a saída de Moema já vinha sendo especulada, mas a confirmação causou forte repercussão, principalmente entre militantes do Partido dos Trabalhadores, onde ela sempre foi considerada um dos principais nomes femininos da sigla na Bahia.
Entre as possíveis motivações para o rompimento, circula nos bastidores a informação de que Moema não teria encontrado espaço ou viabilidade dentro do partido para viabilizar uma candidatura a deputada federal, o que pode ter pesado na decisão de mudança de legenda.
Ainda assim, a ex-prefeita não detalhou publicamente os motivos da saída, mantendo em aberto os reais fatores que levaram ao rompimento.
A expectativa agora gira em torno dos próximos passos de Moema dentro do MDB e do impacto que sua saída terá tanto no PT quanto no cenário político da Região Metropolitana de Salvador.
